Preservar a memória é uma das principais preocupações de quem deseja envelhecer com saúde e qualidade de vida. Com o avanço da idade, é natural que algumas pessoas percebam mudanças na velocidade do pensamento, na capacidade de recordar informações ou na facilidade para aprender coisas novas. No entanto, isso não significa que a perda significativa de memória seja uma consequência inevitável do envelhecimento.
Uma pesquisa internacional realizada na América Latina trouxe novas evidências sobre a importância dos hábitos cotidianos para a saúde cerebral. O estudo LatAm-FINGERS, publicado em 2026 na revista científica The Lancet, investigou os efeitos de um programa estruturado que combinou atividade física, alimentação saudável, treinamento cognitivo, convivência social e acompanhamento de fatores de risco cardiovascular.
Os resultados reforçam uma mensagem importante para idosos, familiares e profissionais de cuidado: estimular diferentes aspectos da saúde ao mesmo tempo pode contribuir para preservar o funcionamento cognitivo durante o envelhecimento.
Mas como colocar essas descobertas em prática? Quais atividades podem ajudar a estimular a memória? E qual é o papel da família e das instituições de cuidado nessa rotina?
Neste artigo, o Espaço Vitalis explica os principais pontos da pesquisa e apresenta orientações para incentivar o envelhecimento ativo, respeitando as necessidades e limitações de cada pessoa.
O que revelou a pesquisa LatAm-FINGERS sobre a memória dos idosos?
O LatAm-FINGERS é um estudo clínico multicêntrico desenvolvido para investigar estratégias de estilo de vida que possam ajudar a proteger a saúde cognitiva de pessoas idosas com risco de declínio cognitivo.

A pesquisa reuniu 1.065 participantes, com idades entre 60 e 77 anos, em centros de pesquisa de 11 países latino-americanos, incluindo o Brasil. O acompanhamento durou dois anos.
Os pesquisadores compararam duas abordagens. Um grupo participou de uma intervenção estruturada, com orientação contínua, exercícios supervisionados, aconselhamento nutricional, treinamento cognitivo, monitoramento de fatores de risco cardiovascular e encontros em grupo. O outro recebeu orientações gerais de saúde, com acompanhamento menos intensivo.
Ao final do estudo, o grupo que recebeu a intervenção estruturada apresentou melhora significativamente maior no desempenho cognitivo global. A melhora nessa medida composta foi 55% superior à observada no grupo com orientação mais flexível.
Também foram observados resultados favoráveis em medidas relacionadas à memória, às funções executivas e à velocidade de processamento de informações.
Esses resultados são relevantes porque demonstram que intervenções multidimensionais podem ser adaptadas a diferentes culturas e realidades socioeconômicas da América Latina.
É importante, porém, interpretar os achados corretamente. A pesquisa não demonstrou que os participantes tiveram uma redução de 55% no risco de desenvolver Alzheimer ou demência. O número se refere à diferença relativa de melhora em uma medida de desempenho cognitivo entre os grupos estudados.
A pesquisa também não significa que todas as pessoas terão os mesmos resultados. Os participantes tinham características específicas e foram acompanhados em condições definidas pelos pesquisadores.
Ainda assim, o estudo fortalece a importância de estratégias que considerem vários aspectos da saúde, em vez de depender de uma única atividade isolada.
Por que a memória pode mudar durante o envelhecimento?
A memória é uma função complexa, relacionada à capacidade de registrar, armazenar e recuperar informações. Ela participa de tarefas simples, como lembrar onde deixamos os óculos, e de atividades mais elaboradas, como organizar compromissos ou aprender um novo caminho.
Com o envelhecimento, algumas mudanças cognitivas podem ocorrer naturalmente. Pode levar mais tempo para recordar um nome ou aprender uma informação nova, por exemplo.
Entretanto, é importante diferenciar essas mudanças de alterações que comprometem a independência e a rotina.
Quando o esquecimento se torna frequente, interfere nas atividades diárias ou vem acompanhado de desorientação e dificuldades para realizar tarefas antes familiares, é importante procurar avaliação profissional.
Problemas de memória podem ter diferentes causas, incluindo doenças neurológicas, alterações do sono, efeitos de medicamentos, depressão e outras condições de saúde. Por isso, não é adequado atribuir automaticamente todo esquecimento à idade ou tentar resolver o problema apenas com jogos e exercícios.
A avaliação médica ajuda a investigar as causas e identificar quais medidas podem ser apropriadas para cada pessoa.
1. Atividade física: movimento também faz parte do cuidado cerebral
A atividade física é um dos componentes importantes das intervenções estudadas pelo LatAm-FINGERS.
Movimentar o corpo contribui para a saúde cardiovascular, a mobilidade e a manutenção da capacidade funcional. Esses benefícios são particularmente importantes na terceira idade, quando preservar a independência pode fazer diferença na realização das atividades cotidianas.
Caminhadas, exercícios de equilíbrio, movimentos orientados, dança e atividades adaptadas podem integrar uma rotina ativa, desde que sejam compatíveis com as condições de saúde e mobilidade do idoso.
A escolha das atividades deve considerar o histórico de quedas, a presença de dor, as limitações articulares, as doenças existentes e a orientação dos profissionais responsáveis.
Para algumas pessoas, uma caminhada supervisionada pode ser adequada. Para outras, exercícios sentados, movimentos suaves ou sessões específicas de fisioterapia podem ser opções mais seguras.
O importante é evitar a ideia de que envelhecer significa deixar de se movimentar. Com os cuidados necessários, é possível encontrar formas de atividade que respeitem os limites individuais.
Na rotina de uma casa de repouso, o estímulo ao movimento pode fazer parte de uma programação organizada, com oportunidades de participação ao longo do dia. Isso não significa exigir o mesmo desempenho de todos, mas oferecer possibilidades adequadas a cada residente.
2. Alimentação saudável e saúde cerebral
Outro componente investigado pela pesquisa foi a alimentação.
O programa utilizou orientações nutricionais inspiradas na dieta MIND, uma abordagem alimentar estudada por sua possível relação com a saúde cerebral. Ela combina características de padrões alimentares associados à saúde cardiovascular, com destaque para alimentos de origem vegetal e outras escolhas nutricionais equilibradas.
Na prática, uma alimentação variada pode incluir verduras, legumes, frutas, feijões, cereais integrais, castanhas e fontes adequadas de proteínas, conforme as necessidades de cada pessoa.
Peixes e outras fontes de gorduras insaturadas também podem fazer parte do planejamento alimentar, quando apropriados.
Para idosos, entretanto, não basta recomendar uma alimentação considerada saudável de maneira genérica. É necessário considerar a capacidade de mastigação e deglutição, o apetite, as preferências alimentares, as doenças existentes, as interações com medicamentos e o risco de desnutrição.
Algumas pessoas precisam de adaptações de consistência, maior atenção à ingestão de proteínas ou estratégias específicas para manter o peso.
A hidratação também merece atenção, especialmente quando a pessoa sente pouca sede, depende de ajuda para beber líquidos ou apresenta condições clínicas que exigem controle da ingestão.
Não existe um alimento isolado capaz de garantir a preservação da memória. O mais adequado é manter um padrão alimentar equilibrado, adaptado às necessidades individuais e orientado por profissionais quando necessário.
3. Jogos, leitura e exercícios para estimular a memória
A estimulação cognitiva é outra parte importante da abordagem investigada.
Atividades que envolvem atenção, raciocínio, linguagem e resolução de problemas podem oferecer oportunidades de aprendizagem e participação. Entre as opções que podem ser incorporadas à rotina estão:
- Jogos de cartas e dominó.
- Quebra-cabeças adequados à capacidade de cada participante.
- Leitura de livros, revistas e notícias.
- Conversas sobre experiências e acontecimentos.
- Música, canto e atividades artísticas.
- Jogos de palavras, associação de imagens e desafios simples.
- Atividades manuais que envolvam planejamento e coordenação.
A melhor escolha depende dos interesses, da visão, da audição e das habilidades cognitivas de cada idoso.
Uma atividade excessivamente difícil pode causar frustração, enquanto uma tarefa muito simples talvez não desperte interesse. Por isso, é útil adaptar os desafios e valorizar a participação, sem transformar os exercícios em provas ou cobranças.
Também é importante compreender que participar de jogos não garante a prevenção da demência. O benefício está em oferecer estímulos, oportunidades de aprendizagem e momentos significativos, dentro de uma estratégia mais ampla de cuidado.
Em ambientes residenciais, atividades variadas permitem que os idosos escolham experiências de acordo com suas preferências. Uma pessoa pode gostar de música, enquanto outra prefere leitura, jardinagem ou conversas em pequenos grupos.
O objetivo não é apenas exercitar a memória, mas manter uma rotina com interesse, propósito e participação.
4. Convivência social: a importância de manter vínculos
O isolamento social e a solidão merecem atenção durante o envelhecimento. A perda de pessoas próximas, as limitações de mobilidade, as dificuldades auditivas e as mudanças na rotina podem reduzir as oportunidades de interação.
A convivência oferece oportunidades para conversar, compartilhar experiências, expressar sentimentos e participar de atividades coletivas.
Na pesquisa LatAm-FINGERS, o programa mais estruturado incluiu encontros em grupo e suporte contínuo. Essa organização contribuiu para que os participantes mantivessem contato com a intervenção e tivessem oportunidades regulares de interação.
Isso não significa que qualquer encontro social produza automaticamente uma melhora cognitiva. A pesquisa avaliou um conjunto de intervenções, e não o efeito isolado da convivência.
Ainda assim, manter vínculos é uma parte importante do bem-estar e pode favorecer uma rotina mais participativa.
Familiares podem contribuir com visitas, telefonemas, conversas tranquilas, passeios adequados e atividades que tenham significado para o idoso.
Em uma instituição de longa permanência, atividades em grupo, momentos de conversa e oportunidades de convivência podem ajudar a estruturar o dia. A participação deve respeitar a vontade da pessoa, suas condições de saúde e sua necessidade de descanso ou privacidade.
Também é importante evitar que a socialização se torne uma obrigação. Algumas pessoas preferem grupos pequenos ou conversas individuais, e essas preferências precisam ser respeitadas.
5. Acompanhamento da saúde cardiovascular
O funcionamento cerebral também está relacionado à saúde dos vasos sanguíneos.
Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e outros fatores podem contribuir para problemas cardiovasculares e vasculares cerebrais. Seu acompanhamento faz parte das estratégias de prevenção de doenças e de cuidado integral.
No programa LatAm-FINGERS, os participantes da intervenção estruturada receberam monitoramento de fatores de risco cardiovascular, além das demais atividades.
Para as famílias, isso reforça a importância de manter consultas regulares, seguir as orientações dos profissionais de saúde e revisar os medicamentos sempre que necessário.
Controlar a pressão arterial, acompanhar o diabetes, manter hábitos saudáveis e evitar o tabagismo são medidas que beneficiam a saúde geral e podem contribuir para a proteção cerebral.
Não se deve alterar medicamentos por conta própria nem iniciar exercícios intensos ou dietas restritivas com o objetivo de melhorar a memória.
A abordagem mais segura é individualizada e considera a condição clínica, a funcionalidade e os objetivos de cada idoso.
6. Por que uma rotina estruturada pode fazer diferença?
Uma das mensagens importantes do LatAm-FINGERS é que orientação, acompanhamento e suporte podem ajudar as pessoas a manter hábitos saudáveis ao longo do tempo.
Saber que é importante fazer exercícios, alimentar-se bem e estimular a mente é diferente de conseguir incorporar esses hábitos à rotina.
O acompanhamento estruturado pode ajudar a organizar horários, adaptar atividades, identificar dificuldades e incentivar a continuidade da participação.
Para idosos que precisam de apoio nas tarefas cotidianas, essa organização pode ser especialmente relevante.
Uma rotina bem planejada pode incluir horários para refeições, atividades físicas adequadas, momentos de descanso, interação social, cuidados pessoais e acompanhamento profissional.
Isso não significa que todos precisem seguir uma programação rígida. Flexibilidade e respeito às preferências individuais continuam sendo fundamentais.
O objetivo é criar oportunidades para que as atividades aconteçam de maneira consistente, sem desconsiderar o ritmo e as necessidades de cada pessoa.
Em uma casa de repouso, a organização do cuidado também envolve a comunicação entre os profissionais, a observação das mudanças de comportamento e a participação da família nas decisões relevantes.
A qualidade do atendimento depende de vários fatores, incluindo equipe, ambiente, segurança, alimentação, assistência e respeito à individualidade.
7. Como a família pode estimular a saúde cerebral em casa?
Mesmo quando o idoso mora com familiares, pequenas mudanças podem tornar a rotina mais participativa.
Veja algumas sugestões:
Crie oportunidades de movimento. Sempre que for seguro, incentive caminhadas, exercícios orientados ou outras atividades adequadas à mobilidade.
Converse sobre assuntos de interesse. Recordar histórias, comentar notícias e compartilhar experiências pode tornar os momentos juntos mais significativos.
Ofereça atividades variadas. Leitura, música, jogos, jardinagem e trabalhos manuais são possibilidades que podem ser adaptadas às preferências individuais.
Mantenha os vínculos sociais. Organize visitas, telefonemas e encontros com pessoas importantes para o idoso, respeitando sua disposição e vontade.
Observe mudanças importantes. Esquecimentos frequentes, confusão, alterações de comportamento ou perda de autonomia merecem atenção profissional.
Respeite os limites. Cansaço, dor, dificuldades sensoriais e condições clínicas precisam ser considerados. A atividade deve favorecer o bem-estar, não gerar sofrimento.
Organize os cuidados preventivos. Consultas, vacinação, alimentação, hidratação e acompanhamento das doenças crônicas fazem parte de uma abordagem integral.
Essas medidas não substituem uma avaliação médica e não garantem que uma pessoa deixará de desenvolver demência. São formas de favorecer hábitos saudáveis e uma rotina com mais oportunidades de participação.
8. Quando procurar ajuda médica por causa da perda de memória?
Nem todo esquecimento representa uma doença, mas algumas alterações precisam ser investigadas.
É recomendável procurar avaliação profissional quando o idoso apresenta esquecimentos persistentes que interferem na rotina, dificuldade para administrar tarefas antes familiares, desorientação em lugares conhecidos, problemas crescentes para encontrar palavras ou mudanças importantes de comportamento.
Também é importante investigar alterações que aparecem após mudanças de medicamentos, infecções, problemas de sono ou outras condições de saúde.
Quando a confusão mental aparece de forma súbita, especialmente acompanhada de dificuldade para falar, fraqueza de um lado do corpo ou alteração repentina do equilíbrio, pode haver uma emergência médica. Nesses casos, procure atendimento imediatamente.
O diagnóstico precoce pode ajudar a identificar causas tratáveis, orientar a família e planejar os cuidados adequados.
Atividades cognitivas, alimentação saudável e exercício físico são componentes de uma rotina de bem-estar, mas não devem ser apresentados como tratamentos para Alzheimer ou como substitutos de acompanhamento médico.
O que essa pesquisa representa para o cuidado com idosos?
O LatAm-FINGERS amplia as evidências de que intervenções que combinam diferentes hábitos de vida podem contribuir para a saúde cognitiva de pessoas idosas com risco de declínio.
A pesquisa também destaca a importância de adaptar as estratégias à realidade cultural, às condições de acesso e às preferências dos participantes.
Para as famílias, a principal mensagem é que cuidar da saúde cerebral envolve mais do que procurar exercícios específicos para a memória. É necessário considerar movimento, alimentação, convivência, saúde cardiovascular, acompanhamento profissional e uma rotina que favoreça a participação.
Esses cuidados precisam ser ajustados às condições de cada pessoa. O que funciona para um idoso pode não ser adequado para outro, especialmente quando existem limitações de mobilidade, doenças crônicas ou alterações cognitivas.
No Espaço Vitalis, acreditamos que estimular o movimento, favorecer a convivência e organizar atividades adequadas fazem parte de uma proposta de cuidado humanizado. Cada idoso tem sua história, suas preferências e suas necessidades, e essas particularidades devem orientar a rotina.
Se sua família está procurando uma casa de repouso, vale conhecer o ambiente, conversar com a equipe e entender como são organizados os cuidados diários, as atividades e o acompanhamento de saúde.
Cuidar da pessoa idosa é valorizar sua história, respeitar sua individualidade e criar oportunidades para que ela continue participando da vida cotidiana.
Perguntas frequentes sobre memória e envelhecimento
Há evidências de que hábitos saudáveis e intervenções que combinam atividade física, alimentação equilibrada, estímulos cognitivos e acompanhamento de fatores de risco podem beneficiar a saúde cerebral. Entretanto, não existe garantia de que essas medidas impeçam o declínio cognitivo ou a demência.
Leitura, jogos, música, conversas, atividades artísticas e desafios de raciocínio podem oferecer estímulos cognitivos. A escolha deve respeitar os interesses e as capacidades de cada pessoa.
Não. O estudo encontrou melhora cognitiva com uma intervenção estruturada, mas não demonstrou que o programa elimina ou impede o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
A convivência favorece oportunidades de interação, participação e bem-estar emocional. Atividades em grupo podem integrar uma rotina saudável, respeitando as preferências e as condições de cada idoso.
Quando os esquecimentos se tornam frequentes, prejudicam a autonomia ou aparecem junto de confusão, desorientação e mudanças importantes de comportamento, é indicado procurar avaliação profissional.
Uma instituição pode organizar atividades cognitivas, físicas e sociais adequadas aos residentes, conforme sua estrutura e proposta assistencial. É importante conhecer a programação e verificar como as atividades são adaptadas às necessidades individuais.
Fontes e referências científicas
- The Lancet. Multidomain lifestyle intervention for the prevention of cognitive decline in at-risk older adults in Latin America (LatAm-FINGERS): a single-blind, multicentre, randomised controlled trial. Publicado em 2026. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42442374/
- Alzheimer’s Association International Conference (AAIC). Lifestyle Program Improves Brain Health Among Older Adults at Risk for Dementia Across Latin America. 13 de julho de 2026. Disponível em: https://aaic.alz.org/releases-2026/latam-fingers-improves-brain-health-latin-america.asp
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). UFMG participa de primeiro ensaio randomizado na América Latina sobre prevenção do declínio cognitivo. 13 de agosto de 2026. Disponível em: https://www.ufmg.br/comunicacao/assessoria-de-imprensa/releases/pesquisa-e-inovacao/ufmg-participa-de-primeiro-ensaio-randomizado-na-america-latina-sobre-prevencao-do-declinio-cognitivo/
Este artigo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica, diagnóstico ou orientação individualizada de profissionais de saúde.




